Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

15.07.21

HEROIS E VITIMAS: O MASSACRE


simplesmente...

bancarios-sindicatos.jpg

 

Os Trabalhadores Bancários são, desde sempre, um precioso pilar do bom funcionamento da Banca em geral e da Economia em particular.

 

Nunca devemos confundir a generalidade dos Trabalhadores Bancários com a actividade, muitas vezes no mínimo insensata, de alguns Gestores.

 

Os Trabalhadores Bancários são, em regra, pessoas íntegras, leais, competentes, assíduas, responsáveis e, sobretudo, muito dedicadas aos Clientes da Banca.

 

Por todo o exposto, a Actividade Bancária não pode sobreviver sem o permanente empenho dos respectivos quadros de pessoal.

 

Parece, pois, no mínimo pouco responsável, pretender substituir os trabalhadores dos quadros de pessoal dos Bancos por pessoas precariamente contratadas em regime de "out-sourcing".

 

É, pois, no mínimo leviana e irresponsável a actual intenção da generalidade dos Bancos Portugueses de "despedir", por diversos meios, os trabalhadores afectos aos seus quadros.

 

Na verdade, sem um robusto e competente "quadro de pessoal", activo e responsável, permanente e disponível, dificilmente os Bancos cumprirão, no futuro, os altos objectivos que a Nação lhes dita.

 

Importa, pois, fazer públicos apelos aos actuais Gestores Bancários para que, quanto antes, arrepiem caminho, terminando de vez esta pouco sensata razia nos quadros de pessoal dos Bancos.

 

Em síntese:

Acabar já com esta irrazoável razia, a que os Sindicatos já chamam, com eloquente veracidade, um autêntico "massacre".

 

 

28.06.21

MAIS MARÉS QUE MARINHEIROS


simplesmente...

fut2.jpg

 

A Selecção portuguesa perdeu com a Selecção Belga.

Domage...

Mas...

"Há mais marés que marinheiros".

Por isso, 

Novos dias virão,

Novos jogos se avizinham,

Novas vitórias se aproximam.

Nada de desanimar.

Não acabou o Mundo.

Apenas ... acabou mais um jogo de futebol!...

Juizinho.

Cabeça fria.

Vamos mas é atacacar de vez o novo coronavirus.

Combinado?!...

25.06.21

A REVOLTA DOS JUSTOS


simplesmente...

a-revolucao-farroupilha-impos-ao-imperio-a-republi

 

Ouvi hoje a desconsolada lamentação de uma jovem senhora, infectada pelo novo coronavirus e deixada em casa, sem qualquer tipo de assistência.

 

- Pediram-me os contactos, eu fiz o que pude, mas nunca mais me contactaram. Estou para aqui, sozinha, abandonada e doente. Ninguém quer saber de mim. Ninguém se mexe para apurar se ainda estou viva ou se já morri - queixou-se , amargamente, no programa de televisão aberto à participação do público. 

 

Quem, àquela hora de hoje de manhã, tivesse o televisor ligado, escutou as lamentações desta cidadã portuguesa, residente na margem sul do Tejo.

 

As respostas do Técnico chamado à Televisão pouco ou nada adiantaram:

- O problema está no Centro de Saúde dela, disse. - Continue a tentar contactar o Centro de Saúde, que alguém há-de aparecer para lhe dar assistência - acrescentou, em tom de voz nada convincente.

 

Tristeza de país este!...

 

Não obstante o exposto:

. O sr. Presidente da República vai, de consciência aparentemente muito tranquila, assistir a mais um jogo de futebol em Sevilha.

 

Por outro lado:

. O sr. Presidente da Assembleia da República vai, também ele, com o mesmo Marcelo Rebelo de Sousa, assistir ao mesmo jogo de futebol, no País vizinho.

 

E outros mais Governantes irão seguramente, de cu tremido, folgar no jogo  de futebol que opõe a nossa Selecção à Selecção da Bélgica.

 

Aliás, este claro desinteresse dos nossos Gevernantes pelo bem estar do Povo já esteve bem patente noutros episódios, como, por exemplo:

. A "maluqueira"  que sucedeu quando o Sporting ganhou o campeonato;

. A "sabujice" quando dois clubes de futebol ingleses vieram aqui disputar o final do campeonato deles, num jogo que nem sequer o Governo Britânico autorizou que se realizasse na Inglaterra.

 

A este título, a corajosa Chanceler Alemã já veio a público censurar as Autoridades Portuguesas.

 

Mas, ao que tudo parece indicar, a repreensão pública da generosa Governante Alemã  caíu por cá "em saco roto".

 

Muitos de nós estão justamente "revoltados" com esta ineficaz e insensata gestão da Pandemia , que já infectou muita gente e muita gente matou.

 

De entre estes justamente "revoltados" cabe realçar os Profissionais de Saúde, que todos os dias, nomeadamente nos Hospitais, arriscam as próprias vidas para salvar aqueles que, caídos nas garras deste terrível vírus, são, afinal, vítimas inocentes da incúria e da insensatez dos nossos Governantes.

 

 

 

 

13.06.21

A SARDINHADA


simplesmente...

sardinha.jpg

 

sardinha é um peixe excepcional, cuja origem é a ilha da Sardenha, no Mediterrâneo.

 

É rica em cálcio, em ferro, em Omega 3 e em vitamina D.

 

Consome-se normalmente nesta altura do ano, coincidindo com as Festas Populares, em honra de Santo António de Lisboa e dos apóstolos, São Pedro e São João.

 

Este ano não há arraiais populares, pois a epidemia não consente aglomeração de pessoas.

 

O meu nome é António, tal-qual o  adoptado pelo nosso Santo, que, sendo antes Fernando de nascimento e de baptismo, decidiu mudar de nome quando ingressou na Vida Consagrada.

 

A Rosa, sempre atenta aos pormenores, decidiu encomendar  sardinha assada num dos melhores restaurantes aqui de Mafra.

 

E, à hora do jantar, tinha, ontem, sobre a mesa da sala, uma excelente travessa de apetitosas sardinhas, que saboreámos tranquilamente, ao ritmo de um excelente vinho tinto dos campos do meu Alentejo.

 

Hoje, na missa das 11 horas,  celebrada em Fátima e presidida pelo Núncio Apostólico, recebi com agrado a bênção apostólica, dirigida, neste dia de Santo António de Lisboa, de modo especial, aos Antónios deste mundo.

 

Foi uma forma muito particular de celebrar o nosso Santo Franciscano, a quem quase todos os dias peço que interceda por nós.

PAZ E BEM

 

 

 

 

11.06.21

CARACÓIS


simplesmente...

caracóis.jpg

Sempre gostei de comer caracóis.

 

Aliás, este bichinho é consumido há mais de 2000 anos.

 

É rico em proteinas e outros nutrientes e pobre em gordura.

 

Cozinhado por quem o saiba fazer, é um petisco excelente.

 

O meu falecido Cunhado, Sesurino de Oliveira, alfacinha de gema, era perito na confecção deste saboroso molusco.

 

Se bem me lembro, a  última vez que comi caracóis foi por volta de 1975/1976, numa vivenda próxima de Lisboa, para onde o Oliveira me convidou, numa imorredoira tarde de bom sol, e onde estivemos  até altas horas.

 

Bem comido e melhor bebido, regressei a casa, com a Rosa a indicar-me minuciosamente o caminho.

 

A Rosa, nascida e em parte criada no Minho, não aprecia caracóis.

 

Aliás, tanto quanto julgo saber, os Minhotos, em geral, detestam caracóis.

 

Por isso, os pacatos moluscos não entram na nossa casa.

 

Ora, os meus Vizinhos do primeiro andar resolveram, ontem,  preparar um petisco á base de caracóis.

 

E, sem o esperarmos, entregaram à Rosa um tupeware com caracóis já temperados e cozinhados, para que eu matasse deles saudades.

 

Acabei de os comer.

 

Já me tinha esquecido do gosto destes bichinhos.

 

Souberam-me muito bem.

 

Aqui deixo, pois, um sincero obrigado aos meus referidos Vizinhos.

 

 

 

 

04.06.21

SEM REI NEM ROQUE


simplesmente...

xadrez.jpg

 

Há dias, um muito  douto e muito idoso Amigo meu, Franciscano de corpo e alma, surpreendeu-me com um eloquente e generoso e-mail, no qual, de entre outras judiciosas considerações, saliento o seguinte:

 

"Sobre alguns aspectos, eu tenho outra visão, pois continuo afecto ao "autoritário" Salazar, com autoridade intelectual, moral, social, jurídica e até religiosa para ser obedecido e que tirou a Nação da miséria em que se encontrava em 1928. Nunca fui afecto ao "25 de Abril". Eu vivi nove anos na Guiné e ali pude observar a total ausência de racismo..."

 

Descortino, nestas desoladoras palavras, a tremenda decepção de um invulgar idoso que, aos 95 anos de idade, acaba por me dizer que, bem vistas as coisas, o Regime saído do "25 de Abril" ainda deixa muito a desejar.

 

Em certa medida, apetece-me concordar com ele.

 

Veja-se, por exemplo, "inter alia":

. O dramático estado de  parte da população que, apesar de trabalhar, se vê em palpos de aranha para sobreviver;

. A situação calamitosa das finanças públicas, que,  não obstante a pesadíssima carga fiscal, parece de dia para dia mais próxima do abismo;

. O espectáculo deprimente do aparelho judiciário, enredado em processos gigantescos, que ninguém consegue, em boa verdade, decidir com o mínimo de justiça;

. A apatia estranha da classe governante, entretida em viagens quase contínuas pelo País e pelo estrangeiro, descurando assim o são governo da "res pública";

. A ligeireza arrogante com que os grandes "devedores" encaram os Representantes da Nação, nas audições na Assembleia da República;

. O descontentamento crescente dos Trabalhadores, nomeadamente da Função Pública, que se sente menosprezada e mal paga;

. Os investimentos públicos colossais, quer em projectos condenados ao fracasso, quer em empresas próximas da falência;

. O crescimento aparentemente galopante da extrema direita, sinal inequívoco de que  parte da população está cada vez mais descrente, mais desencorajada e menos esperançosa.

 

Será fácil mudar tudo isto e, desta forma, regressar rapidamente ao generoso espírito que ditou o "25 de Abril"?

Ora,

A "qualidade" de parte da  "classe política" que, nos últimos tempos, tem sido eleita para ocupar cargos públicos não augura, salvo o devido respeito, rápida e eficaz solução para os "males" que, por culpa de outros que não o Povo, a todos aflige.

 

Valha-nos, nesta desoladora encruzilhada, a intercessão dos Santos Populares, São João e Santo António.

 

 

 

 

 

01.06.21

A GATINHA RESGATADA


simplesmente...

gatinha.jpg

(A gatinha resgatada)

 

- Estás a ouvir, António? – perguntava-me a Rosa.

 

- Não oiço nada, desculpa – respondia eu.

 

- É um gato a miar! – insistia ela.

 

- Pois, pode ser. Mas, olha, nem oiço, nem vejo gato nenhum – retorquia.

 

Correram os dias,  os “miaus” continuaram, a Rosa inquietava-se, eu nada ouvia e nada via.

 

A Rosa alertou a vizinhança.

 

Os meus  Vizinhos foram investigar e acabaram por deparar com um gatinho enfiado num fundo buraco de difícil acesso, aberto no terreno contíguo.

 

Tentaram tirá-lo de lá, mas o animal, mal via alguém a espreitar, fugia para mais fundo.

 

Vieram dois GNRs e um Bombeiro: acercaram-se do buraco, talvez vissem o animal, mas, passados momentos, viraram costas e … nunca mais apareceram.

 

Mas… os meus generosos Vizinhos não desanimaram, até porque o gatinho continuava a miar.

 

O Vizinho do 1.º andar foi até lá e, espontaneamente, depositou, na entrada do buraco, alimento e água.

 

Foi mais tarde vistoriar o local e constatou que o pobre animal comera o que lá deixara.

 

Por isso, continuou a alimentá-lo com regularidade.

 

Mais: pôs lá uma escada de madeira para que o bichinho subisse por ela e regressasse à liberdade.

 

Trabalho vão: O animal não deixava o buraco por nada deste mundo.

 

A novidade cedo circulou aqui pela vizinhança.

 

O senhor do talho informou que tinha lá em casa uma armadilha e, com ela, apanhava-se o pequeno animal.

 

Os Vizinhos puseram lá a armadilha, com bastante comida dentro.

 

Mas… o esperto animal ignorou a armadilha.

 

Então, os meus Vizinhos adoptaram outra estratégia: postaram-se, de joelhos, na entrada do buraco, e, com a comida na mão, começaram a tentar seduzir o gatinho.

 

O animalzinho resistiu, resistiu, mas, vencido pelo apetite  e convencido  pela comida, foi, a pouco e pouco, acercando-se da generosa mão que o presenteava com apetitosos manjares.

 

Uma das minhas Vizinhas acabou por agarrá-lo e pô-lo ao  colo.

 

Mas o animal, aparentemente assustado, saltou do colo amigo, correu pelo terraço do primeiro andar, saltou os muros, atirou-se para o terreno coberto de ervas espontâneas e, com uma extraordinária agilidade felina, voltou a esconder-se no buraco de onde fora extraído.

 

- Ele está no buraco voluntariamente – esclareceu um dos meus Vizinhos.

 

- Ele está aterrorizado – disse eu à Rosa. – Alguém ou algum animal lhe pregou um susto de caixão à cova.

 

Já tínhamos antes observado, da varanda do nosso segundo andar, que existe no descampado contíguo um gato adulto que, por razões só dele conhecidas, não tolera nenhum outro felino no terreno, que, pelos vistos, entende ser só dele.

 

Morde-lhes e persegue-os até que os animais forasteiros abandonem toda a área.

 

“Deve ter-lhe acontecido um episódio destes” – pensei eu, com os meus botões.

 

Mas os meus estimados Vizinhos não desesperaram: sobretudo aos fins-de-semana, continuaram, com persistência e coragem, a tentar resgatar o pequeno animal.

 

Até que o gatinho acabou, depois de muitos insucessos, por sair do buraco e aceitar passivamente o generoso colo de uma das  nossas Vizinhas.

Hoje repousa tranquilamente na casa dos nossos Vizinhos do primeiro andar direito, que garantem tratar-se, no caso, de uma linda gatinha.

 

Esperamos, a minha Mulher e eu, que o pobre animal recupere do evidente acidente traumático de que foi, seguramente, infeliz vítima.

 

Dou  públicos parabéns aos meus Vizinhos do primeiro andar – Sandra, Carla e Edgar -, que envidaram todos os esforços para resgatar, com sucesso, esta linda criatura.

foto3.jpg

 

 

26.05.21

PEREGRINAÇÃO


simplesmente...

 

santuario.jpg

 

Mês de Maio,

mês de Maria,

mãe de Jesus de Nazaré, o Ressuscitado.

 

 

Costumamos ir  em Maio  à Cova da Iria, numa espécie de peregrinação anual.

 

Convidámos desta vez a Carla Sofia, que em boa hora decidiu vir aqui para a vila de Mafra, onde está próxima de nós.

 

Saímos por volta das 9 horas, rumámos pela Autoestrada do Atlântico e, sem parança mas também sem pressa, chegámos ao Santuário na hora do terço e da missa.

 

Extensíssima era a fila de gente que se preparava para, porventura em cumprimento de promessas, lançar ao fogo múltiplas velas de cera,  próximo da Capelinha das Aparições.

 

Também eu lá pus uma pequena vela que ficou, bem acesa, a rezar por todos nós.

 

Entrámos os três na Basílica e, sentados nos bancos de madeira próximos do sepulcro dos Pastorinhos, elevámos os nossos pensamentos ao Alto, tentando conversar com o Deus Criador, expondo-Lhe as dúvidas, as incertezas, as  esperanças e os sonhos.

 

Almoçámos depos tranquilamente ,num simpático restaurante, próximo do recinto do Santuário.

 

Assim consolados os espíritos e confortados os corpos, regressámos  a casa, desta vez circulando comodamente pela A1, naquela hora com pouco trânsito.

 

Ficam-nos nos espíritos  nomeadamente as seguintes imagens.

. de peregrinos a descer, de joelhos, o pavimento do recinto;

 

.de fiéis literalmente carregados de velas de cera, tranquilamente esperando, numa imensa fila de gente, a ocasião de tudo queimar naquela espécie de fogo sagrado;

 

.de idosos de olhar tranquilo, sentados à sombra das árvores, numa espécie de muda contemplação da singular religiosidade das pessoas que, na Capelinha das Aparições, recitam avés-marias e pais-nossos, assim cumprindo as salvíficas instruções da Virgem de Fátima.

 

- Ainda temos de lá voltar este mês! – disse-me a Rosa, em tom convicto e doce.

 

Fátima, em síntese, é também isto mesmo: a vontade de lá ir, somada à vontade de lá voltar.

 

É, talvez, o apelo de Maria, mãe de Jesus de Nazaré, o Filho de Deus, nosso Salvador, e nossa Mãe também.