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SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

25.04.18

ANOS DEPOIS...


simplesmente...

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MUITOS ANOS DEPOIS…

 

 

Antes, não havia dívida pública, havia cofres públicos a abarrotar de dinheiro.

Agora, há uma dívida pública monumental … e uma dívida privada ainda maior.

 

Antes, não havia autoestradas, nem excesso de poluição nas cidades.

Agora, as autoestradas são mais que muitas e a respectiva despesa sufoca o erário público.

 

Antes, a justiça era pouco notória e as demandas decidiam-se à lambada.

Agora, a justiça é notícia de todos os dias, embora lenta, cara, pouco eficaz e enredada em processos mediáticos com milhões de documentos, muitos milhares de páginas e centenas de intervenientes processuais.

 

Antes, a assembleia da república era um verbo de encher.

Agora, a mesma assembleia é um pomo de discórdia e de suspeições as mais variadas.

 

Antes, as instituições bancárias eram pessoas morais credíveis, honestas e lucrativas.

Agora, depois de muitos e variados incidentes, lutam arduamente pela sobrevivência.

 

Antes, os jovens estudavam pouco e, para melhor viver, emigravam.

Agoram os mesmos jovens estudam muito e, para sobreviver, continuam a emigrar.

 

Antes, os idosos quase não tinham pensões de velhice, mas viviam do seu pecúlio e dos investimentos feitos em vida.

Agora, os idosos recebem pensões de miséria e, com elas, ainda muitas vezes têm de sustentar filhos e netos.

 

Antes, as pessoas mal tinham assistência médica e medicamentosa.

Agora, as pessoas, não obstante descontarem mais para o fisco, desesperam
às portas dos hospitais, em filas de espera que quase não têm fim.

 

Antes, não se vivia desafogadamente nos nossos campos.

Agora, os nossos campos estão quase desertos, incultos e/ou povoados de florestas que os incêndios todos os anos devoram.

 

Antes, quase ninguém podia sair deste país.

Agora, entra aqui quase toda a gente, vinda de todos os lados, provocando aumentos de preços de quase tudo.

 

Antes, quase não havia desemprego, nem havia cunhas para entrar nos empregos públicos.

Agora, só consegue trabalho quem tiver boas cunhas.

 

Antes, parte da população era inculta e pobre.

Agora, a maioria da população é culta e miserável.

 

Antes, não havia liberdade.

Agora, há libertinagem.

 

Antes, não havia universidades por todos os lados.

Agora, há doutores que nem escrever sabem.

 

Antes, não havia tanta gente com casa própria.

Agora, há imensa gente com dívidas bancárias por toda a vida.

 

Antes, não havia muitos automóveis a circular pelas estradas.

Agora, atropelam-se uns aos outros, hipotecados às marcas e/ou aos bancos.

 

Antes, o povo era remediado e, em regra, feliz com o seu fado.

Agora, o povo é endividado e infeliz com a carga fiscal que o asfixia.

 

Antes, era a pide.

Agora, é o sufoco do dia-a-dia.

 

Estamos melhor ou pior do que dantes?!...

Venha o Diabo e responda…