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SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

31.01.19

AS GRAVATAS DE SEDA


simplesmente...

Desde o ano de 1998 que não uso fato completo, nem gravata.

Mas antes - porque tinha de comparecer quase diariamente nos Tribunais - usava sempre, de manhã à noite, fato completo, camisa, sapatos de couro e, como cereja no cimo do bolo, atraentes gravatas.

Serviu-me de lição a reprimenda de um Magistrado Judicial, durante uma audiência de julgamento, em pleno verão, estava eu no final do meu estágio para a advocacia:

- Então o Dr. não traz gravata? Isso é uma falta de respeito ao Tribunal, que é um Órgão de Soberania!- quase gritou o Juiz, da sua secretária para a sala de audiências do Tribunal da Boa Hora, recheada de idosos desocupados e curiosos.

A minha irmã Graça, observando a minha quase obsessão por gravatas, comprou em Paris uma excelente e vistosa colecção de gravatas de seda e ofereceu-mas.

Não as uso actualmente, mas ainda as guardo.

Um belo dia, estando eu a patrocinar uma Empregada do Banco, num processo de regulação das responsabilidades parentais (antes regulação do poder paternal), um ilustre Advogado daquela Comarca, irritado pela minha insistência no montante da prestação de alimentos a pagar pelo pai da criança, atirou-me, de forma inesperada e à frente daquela gente toda:

- Oh! dr!!! Você acha que aqui toda a gente usa gravatas de seda como a sua?!...

Olhei-o, espantado, e nada respondi. Também nenhum dos presentes disse o que quer que fosse.

A diligência judicial continuou e apurou-se um montante equilibrado e justo da pensão de alimentos devida à Menor.

Nunca antes tinha sequer imaginado que as minhas gravatas de seda fizessem tamanho estrondo.

É talvez caso para dizer: Preso por ter cão e por não o ter.

 

30.01.19

O CHATO


simplesmente...

Encontrámo-nos, por mero acaso, na Costa da Caparica.

Eu estava por lá, em gozo de férias de Verão.

Ele era presença habitual naquela Costa, pois tinha adquirido um apartamento junto ao mar.

Licenciado em Direito, ele exercia funções na Sede do Banco.

Também licenciado em Direito, eu era, na altura, aquilo a que os directores chamavam "jurista da periferia".

"O director disse-me que você é um chato", confidenciou-me, numa das nossas conversas.

"Mas eu repliquei-lhe logo que ainda bem que o dr. é um "chato", acrescentou.

"Disse-lhe que o "chato" fazia muito bem em ser como é", concluíu.

Agradeci-lhe ter tomado a minha defesa, na minha ausência.

Mas o que ele me contou não era para mim novidade.

Na realidade, a gerência passava a vida a queixar-se do jurista, ora porque o jurista exigia a apresentação das licenças  de habitação dos imóveis, ora porque o mesmo jurista desaprovava os fiadores apresentados pelos proponentes, por serem manifestamente inidóneos para garantir os empréstimos, ora porque os processos não seguiam para escritura notarial sem estar tudo na devida ordem.

No entanto, o "jurista de periferia" agia desta forma em exclusivo proveito do Banco, para evitar, além do mais, que os processos não fossem aceites pelos Notários por estarem mal instruídos e, noutros casos, para evitar os incumprimentos dos mutuários.

Não lhe podendo pegar de outro modo, a gerência socorria-se do "livro de ponto" como forma de "castigar" o jurista, pelo facto de este ser naturalmente exigente.

Mais adiante explicarei como e quando.

 

 

.

29.01.19

O INSUBMISSO


simplesmente...

Ingressei na Faculdade em 1972, depois de prestar as regulamentares provas de admissão.

No entanto, na qualidade de "aluno do método B", pouco avancei nos estudos.

A política da Faculdade - vim a confirmar mais tarde - era de praticamente chumbar todos os alunos que se apresentassem a exame, sem antes ter frequentado as aulas.

Por isso, assim que eclodiu a "gloriosa" revolução dos cravos, de imediato rumei para Lisboa.

Transferi-me para um Balcão do Banco próximo de casa e também perto da Faculdade.

E passei a frequentar todas as aulas do Curso de Direito, das 7H00 às 23H00.

Não esperava, porém, tão profunda desaprovação da Gerência local.

Entrava no Banco sempre a horas e saía também a horas.

A Gerência ficava literalmente fula:

"Este tipo pensa que algum dia acaba o curso!... O gajo é tolo!... Temos de lhe mostrar como é que as 'coisas" funcionam neste Balcão!" - cochichavam, entre eles, sobretudo nas minhas ausências.

E, durante oito anos consecutivos, cumpriram escrupulosamente o "plano" entre eles arquitectado: em nenhum dos longos oito anos me propuseram para a promoção por mérito.

Todo a gente foi promovida e, nalguns casos, voltou a sê-lo.

O "trabalhador-estudante" continuou no mesmo nível de remuneração: foi o "castigo" que aquela gente lobrigou para "premiar" quem sentia necessidade de progredir no conhecimento.

O "trabalhador-estudante", indiferente a tudo, continuou paulatinamente a frequentar assiduamente as aulas do Curso escolhido.

E tão bem se comportou que, estando a frequentar o 5.º e último ano do Curso, foi convidado pelo Professor mais exigente da Faculdade para dar aulas práticas aos alunos do 4.º ano.

E, quando o Banco abriu concurso para preencher algumas vagas de Jurista, concorreu e, para espanto de muita gente, ficou em primeiro lugar nas provas escritas e na entrevista final.

Moral da história: A insubmissão tarda muitas vezes a dar os seus frutos, mas normalmente acaba por dá-los. 

 

 

28.01.19

OS SENHORES DIRECTORES


simplesmente...

 Eles tinham (e alguns deles continuam a ter) excelentes ordenados.

Eles eram titulares de um cartão de crédito, emitido pelo Banco, que lhes dava acesso a mais uma confortável maquia, a título de despesas de representação.

Eles tinham excelentes automóveis à disposição, com despesas de manutenção, prémios de seguro, combusíveis, a cargo do Banco.

Salvo algumas excepções, não eram pessoas excepcionalmente dotadas.

Muitos haviam subido aos postos de direcção porque eram militantes do Partido A ou do Partido B.

Alguns deles possuíam poderes delegados, que lhes conferia competência para autorizar empréstimos.

Ressalvadas as excepções - que se limitam a confirmar a regra -, eram pessoas arrogantes, autoritárias, por vezes boçais.

Muitos deles não primavam por grandes estudos ou particulares qualidades científicas ou literárias.

Alguns deles gostavam de se fazer rogar e/ou de fazer esperar os subalternos:

"Dr, hoje não pode sair à hora, porque mais logo vêm cá os Directores" - diziam-me, de vez em quando.

"Tenham paciência", respondia eu invariavelmente. "Entro aqui todos os dias às 8 horas da manhã. Tenho o direito de também sair a horas" - acrescentava.

Ora, os senhores directores chegavam por vezes já depois das 20 horas, alguns deles bem alimentados e, sobretudo, bem bebidos.

Ficavam furiosos comigo.

"Então o jurista não quis esperar por nós?", gritavam, despeitados.

Como punição, cortavam-me a devida "participação nos lucros da empresa".

Tantas vezes me fizeram isto que eu, legitimamente danado, reclamei directamente para o Conselho de Administração.

Chamaram-me a Lisboa, para conferenciar com um Sr. Administrador do Banco.

Expus-lhe todo o meu desagrado.

A Administração não sabia que as "coisas" corriam assim, nalguns escalões inferiores, disse-me ele.

Conferenciaram entre eles e, no mesmo dia, veio a resposta:

"Dr., a Administração reconhece que você tem razão", disse-me o Administrador. "Esteja descansado que no próximo ano o Banco dá-lhe a participação de lucros e dobrar", acrescentou.

Prometeram.

E cumpriram.

Não sei que destino tomaram os srs. directores em causa.

Nem isso alguma vez me interessou. 

24.01.19

YES-MEN


simplesmente...

Alguns notáveis teóricos, bem intencionados e sábios, vêm escrevendo sobre o fenómeno dos yes-men, que eles dizem detestar.

Estranham que, na sociedade portuguesa, exista tão pouca oposição às ordens, ditames, orientações e conselhos de quem de alguma maneira manda, quer classe política, quer patrões em geral, quer simples "tiranetes" locais.

Ora, as doutas palavras destes ilustres académicos revelam, salvo o devido respeito, pouca ou nenhuma experiência do mundo real, onde eles, fechados no campus académico, raramente circulam.

Vem isto a propósito das "dores de cabeça" sofridas e das "perseguições" claramente movidas, no universo empresarial, por parte de administradores, patrões, chefes, subchefes e "chefezinhos", contra quem "ousa" discutir ou pôr em crise as sua ordens ou orientações.

No universo em que me movi toda a vida, assisti a muitas destas perseguições, instauradas ora contra empregados ditos "rebeldes", ora contra juristas justos e escrupulosos, ora até contra mulheres honestas que detestavam os "flirts" dos superiores hierárquicos.

Isto para dizer que, para não se ser yes-man, tem de se ter a coragem suficiente para enfrentar, de peito erguido, as acometidas cobardes de todos aqueles que se julgam "deuses" na terra e de todos aqueles que subservientemente os seguem.

Por outro lado, tem de se ter o desprendimento necessário para acatar com todas as consequências negativas, quer em termos de carreira profissional, quer em termos de vida pessoal e familiar.

Qual o prémio para o desassombro de quem enfrenta corajosamente as cobardes "feras", perguntarão os meus leitores.

Uma consciência tranquila. Noites repousantes. E sonhos reparadores.

É pouco?...

Para mim, embora não sendo tudo, é quase tudo.

 

 

23.01.19

O COCABICHINHOS


simplesmente...

A minha excelente relação com a gerência foi sol de pouca dura.

Aliás, no primeiro dia da minha nova colocação, o indivíduo que representava a gerência, para além de alarvemente declarar espontaneamente que estava disposto a emprestar-me dinheiro quando quisesse, também disse que, em qualquer dos casos, tinha ali à mão o "livro de ponto" para o que desse e viesse.

Não percebi, naquela altura, o que ele pretendia dizer com o "livro de ponto".

Nunca lhe pedi um cêntimo emprestado.

Por outro lado, apercebendo-me rapidamente que a nossa relação não iria primar pela excelência, tomei a iniciativa de comprar o livro apropriado, que cuidei de estudar cuidadosamente nas viagens diárias de comboio.

A obra, se não erro, tinha por título "aprendizagem da serenidade"  e foi-me extraordinariamente útil.

Explico melhor: A minha principal tarefa era produzir o "parecer jurídico", antes de o processo de empréstimo seguir para a escritura pública.

Acontecia com frequência "a bota não bater com a perdigota": ora existiam encargos que não tinham sido cancelados; ora as áreas do imóvel não coincidiam na conservatória e nas finanças; ora os registos de aquisição estavam desactualizados ou eram lavrados "por dúvidas"; ora as fotocópias emitidas pelas conservatórias estavam ilegíveis ou eram incompletas - enfim, uma série de importantes pormenores que me obrigavam a devolver o processo para que as "falhas" fossem colmatadas.

Cedo despertei a ira das funcionárias das Conservatórias, algumas das quais eram de opinião que o jurista não tinha nada que examinar, por exemplo, as "cotas de referência" nas descrições prediais.

No entanto, o Conservador do Registo Predial dizia, para quem o quisesse ouvir, que "o jurista do Banco era o seu melhor ajudante".

Por outro lado, as gerências não gostavam nada que alguns processos, entrados no gabinete do jurista, voltassem para trás, para corrigir erros ou omissões que os empregados não tinham antes detectado.

Nem, por vezes, compreendiam a necessidade de todos os elementos estarem em perfeita conformidade.

A este respeito, um exaltado mediador, posto perante a necessidade de "remover as dúvidas" levantadas pelo Conservador, gritou ao balcão do Banco, para quem o quisesse ouvir:

"O Conservador tem dúvidas?!... Pois eu cá não tenho dúvidas nenhumas!"

Não era nada fácil a tarefa do jurista.

Aliás, posto perante a necessidade de esclarecer as diversas Agências aonde me deslocava,

sentei-me um dia à secretária e produzi um pequeno manual,  através do qual "esclarecia" os procedimentos a adoptar para que os processos seguisssem para o Notário sem quaisquer falhas.

A administração do Banco mandou publicar o opúsculo e, de seguida, distribuí-lo por todos os balcões do Banco.

Ficou conhecido pela "bíblia do crédito".

Nada disto, porém, acalmava a gerência.

E um belo dia, já ao fim da tarde, ouvi o indivíduo, que subia do rés-do-chão ao primeiro andar, gritar para quem o quisesse ouvir: "O cocabichinhos ainda está cá?".

O "cocabinhos" era, na opinão dele, o jurista do Banco.

Fingi não o ter ouvido, peguei na pasta de cabedal, desci as escadas e abalei por fora, sem dar cavaco fosse a quem fosse.

Fez-me bom aproveito ter aprendido a "serenidade".

 

 

 

 

 

 

 

 

22.01.19

OS AVÓS TRAÍDOS


simplesmente...

Trémulos e trôpegos, apoiando-se mutuamente, entraram na Agência e sentaram-se pesadamente à minha frente.

Em palavras ansiosas e sentidas, desenrolaram perante mim o agitado percurso das suas longas vidas, recheada de sucessos e fracassos, alegrias e tristezas, bons e maus momentos.

Escutei-os, com genuína atenção.

Via-se perfeitamente que pretendiam tardar as más notícias que sabiam eu ter para lhes dar.

Os Netos, de que ambos eram fiadores, não pagavam há muito as prestações mensais do empréstimo contraído.

Olharam-se, coraram como se os faltosos fossem eles e, de seguida, de comum acordo, garantiram que iam rapidamente resolver a situação.

E, de facto, no mesmo dia, recuperaram todo o atraso.

A funcionária que me secretariava disse-me, depois, que os Avós-Fiadores haviam liquidado todo o empréstimo.

Ao que parece, com o produto da venda de um estabelecimento comercial de que eram donos.

Quanto aos Netos faltosos, constou-me que, aprisionados nas garras das drogas, teriam iniciado o caminho da recuperação.

 

 

 

 

 

 

21.01.19

OS FIADORES PROFORMA


simplesmente...

"Disseram-nos que isto era um proforma", queixavam-se, desolados, quando confrontados com uma carta do Banco a reclamar deles o pagamento das prestações em atraso, que os Mutuários-Afiançados não quiseram ou não puderam pagar.

"Não, estão enganados. A fiança que vocês prestaram não é um proforma", esclareci.

"Vocês são tão responsáveis pelo pagamento como são os Mutuários. O Banco tanto pode exigir o pagamento deles como de vocês mesmo. Para isto é que serve a fiança", continuei, reforçando o esclarecimento.

Continuavam boquiabertos, tensos, confusos, tentando absorver todo o conteúdo do que eu l hes acabara de dizer.

Senti que eles, em boa parte, não eram responsáveis pela aparente confusão.

Na verdade, os construtores, os vendedores, os mediadores, diziam e repetiam para quem os quisesse ouvir que "a fiança era um mero proforma".

Desejosos de vender rapidamente o "produto" que tinham entre mãos, aliciavam as pessoas com estas explicações enganadoras.

E explicavam "tudo" mais ou menos deste modo:

"Vocês podem ir lá à vontade assinar a escritura,  porque quem tem de pagar o empréstimo são os mutuários. Se eles não pagarem, o Banco cai em cima da casa deles. Para isto é que serve a hipoteca.

E muitos deles deixaram-se levar por estas palavras enganadoras.

E só caíam em si quando, posto o empréstimo em execução nos Tribunais, lhes batia à porta o carteiro dos CTT, o agente de execução ou o oficial de diligências, a citá-los para os termos do processo judicial.

20.01.19

O MUTUÁRIO SEM PAPAS NA LÍNGUA


simplesmente...

Era de meia idade, bem constituído e, sobretudo, muito extrovertido.

Disse-lhe que o convocara porque deixara há muito de pagar as prestações do empréstimo contraído.

Não revelou qualquer surpresa.

"Quando me emprestaram o dinheiro, já sabiam que eu não podia pagar", disse, com algum desplante.

Surpreendeu-me a inesperada franqueza do homem.

Na presença dele, folheei o processo de empréstimo.

Observados os rendimentos por ele declarados, parecia óbvio que, com os aludidos proventos, quase nada lhe sobraria para cumprir o serviço da dívida contraída.

Não me lembro agora se acordou algum plano de recuperação do longo atraso ou se, ao invés, se foi embora sem qualquer proposta de pagamento.

Recordo-me que, por vezes, as Gerências de certa maneira facilitavam a concessão de empréstimos, na convicção aparente de que, garantido o capital mutuado por hipoteca do bem imóvel, não se corria o risco de tudo descambar em créditos mal parados.

Ora, como se veio a verificar pouco mais tarde, este raciocínio estava, ab initio, claramente errado.

 

19.01.19

O DESCONTRAÍDO


simplesmente...

Entrou no meu gabinete com um largo sorriso no rosto.

Estranhei: com tantas prestações em atraso, porque é que estava tão contente?!...

Sentou-se à minha frente, com o ar, o aspecto e a desenvoltura de quem estivesse no sofá da sala de sua casa.

"Tem aqui uma imensidão de prestações por pagar", disse-lhe, a título de preâmbulo.

"Dr., não se mace com isso!", respondeu, como se o assunto não lhe dissesse respeito.

"Olhe que se não me apresenta um plano para recuperar este atraso, tenho de enviar o seu processo para execução judicial", esclareci, surpreendido com a descontraída postura dele.

"Oh! dr! Eu até lhe agradeço que mande o processo para Lisboa. Não se apoquente com isso, dr!" - terminou, levantando-se e estendendo-me a mão.

E saíu, da mesma maneira descontraída com que, instantes antes, tinha entrado.

Elaborei um breve relatório do sucedido e remeti  o processo de empréstimo para a Sede, para efeito de execução judicial.

Ficou, porém, comigo a estranha sensação de que, em tudo isto, algo não batia certo.

Alguns dias depois, falando casualmente  com um Colega colocado na Direcção Juridica, contei-lhe o que se passara.

Ele riu-se e elucidou-me sobre aquilo que eu ignorava, mas que o Mutuário, melhor informado, conhecia:

"Eh! pá, aqui não estamos a executar nada. Há um conflito de competências nos Tribunais: o Banco entende que os empréstimos em mora devem ser executados nos Tribunais Fiscais, mas o Ministério Público é de parecer que estas execuções devem tramitar os seus termos nos Tribunais Comuns".

Por isso, os funcionários do Banco até chamavam, aos muitos processos que aguardavam execução judicial, os "congelados"...

 

 

 

 

 

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