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SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

31.12.20

NOVO ANO DE 2021


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Novo Ano:  novas reflexões, novos propósitos, novos projectos, novas esperanças.

 

Até parece que acabámos de nascer de novo!...

 

E, no entanto, a realidade diz-nos que a vida na Terra é um fluir constante, sem paranças, sem etapas, sem encruzilhadas, não obstante as alegrias e as tristezas, os sucessos e os fracassos, os bons e os maus momentos que pontuam os nossos caminhos.

 

Talvez, no final deste caminho terreno, haja realmente um retorno, que pode ser, ou não ser, uma ressurreição ou uma reencarnação.

 

Na verdade, além do seu constante fluir, na Natureza tudo se resume num perpétuo retorno:  a luz retorna à sombra e vice-versa; o dia transmuda-se em noite e vice-versa; as primaveras, verões, outonos e invernos retornam sempre; as plantas morrem e, passado algum tempo, renascem; o nosso corpo material, depois de sepultado, transmuda-se.

 

Mas, relativamente ao élan vital, a esta rara energia que nos mantém vivos, parece que ainda ninguém definiu com clareza o seu destino depois da morte corporal.

 

Na verdade, não tenho dúvidas de que esta energia original subsiste, mas ainda não sei como.

 

No entretanto, nesta bizarra compartimentação da bela fluidez dos dias e das noites, aproxima-se um NOVO ANO.

 

E, enquanto por cá andamos, todos nós renovamos as nossas vontades de sermos, em síntese, melhores para nós mesmos e para os outros.

 

Ora é precisamente isto que eu também vou fazer: estabelecer em mim próprio o propósito de SER MELHOR.

 

- E o resto? - perguntarão Vocês.

 

- O resto virá por acréscimo - é a melhor resposta que eu encontro para as vossas (e também minhas) dúvidas.

 

FELIZ ANO DE 2021

 

25.12.20

O MEU MICRO-NATAL -2020


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Duas das nossas Filhas deliberaram passar o Natal juntas, com as Netas e o Neto, na casa de habitação da mais velha, nos arredores de Sintra.

- É por causa do vírus, Pai - explicaram-me, dias antes.

Minha Mulher e eu aceitámos, sem resmungar, a explicação que elas nos deram.

Mas, apesar disso, a nossa casa foi preparada com dantes: o presépio no local habitual, as luzes nas janelas e sobre os móveis, os pais natais espalhados pela sala, as velinhas natalícias e tudo o mais que a quadra festiva exige.

Só nos faltou a neve sazonal, que, antes, sobretudo quando vivíamos no Norte, raramente faltava.

Compareceu à programada consoada a Filha do meio, que há tempos deliberou arrendar a sua casa de Oeiras e vir viver para junto dos Pais, num apartamento magnífico que teve a sorte de encontrar, devoluto, aqui a dois passos da nossa casa, no centro da Vila de Mafra.

Na mesa farta, cuidadosamente preparada pela minha Mulher, nada faltou: o bacalhau mais as couves, o polvo devidamente acompanhado, o champanhe de boa reserva, as peras bêbedas, as rabanadas, o bolo-rei, etc.

Assisti, atento e respeitoso, à missa de Natal, presidida pelo Santo Padre em Roma e transmitida integralmente pela RTP-2.

Fomos todos presenteados, ao jantar, com um magnífico espectáculo, retransmitido pela SIC-Caras, do sarau real do natal de 2019, com a presença dos Príncipes Ingleses.

Conversámos os três animadamente, com o sereno calor que o bom champanhe propiciou.

Sem pressas e sem sobressaltos, recolhemo-nos todos aos respectivos leitos, tendo a Carla Sofia dormido regaladamente no quarto cuidadosamente preparado pela Rosa.

Não tenho vergonha de publicamente confessar que me levantei da cama já depois das 10 horas da manhã.

Foi, em síntese, um Natal tranquilo, acolhedor e pacífico, nesta espécie de presépio familiar: o Pai, a Mãe e a Filha, reunidos em salutar convívio.

Logo virá o dr. Eduardo, marido da Carla, que, tendo passado a consoada com os Pais dele, em Lisboa, se apresentará para jantar connosco: é uma pessoa culta, educada e sensata, cujo convívio nos agrada.

Aqui deixo, para a posteridade, o relato simples do meu micro-Natal de 2020: inesperado e sereno, simples e familiar, reduzido e terno - com o novo coronavirus felizmente longe da porta.

Votos de Felizes Festas a quem ler!

24.12.20

A GINJINHA


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Sua Excelência tinha já bem programadas as suas digressões natalícias: hoje, almoço aqui com estes e jantar acolá aqueles; amanhã, novo almoço algures com esteoutros e  segundo jantar noutro local com aqueloutros.

 

E, assim meticulosamente procedendo, o cândido Senhor Magistrado Supremo confraternizava harmoniosamente com toda a sua família, a do Brasil e não só, não obstante as normas legais que, por causa do novo coronavirus, limitam drasticamente estes habituais enontros.

 

Mas os Peritos Médicos, ao tomar conhecimento, pelas televisões, das programadas digressões do ilustre Senhor Presidente, logo deitaram mãos à cabeça.

 

"Mas que é isto!... - exclamaram, estupefactos.

 

Ora, chegou aos provectos ouvidos do Senhor Professor este clamor angustiado das Autoridades de Saúde.

 

De imediato, o Senhor Comandante Chefe fez marcha atrás.

 

Ficou-se, pois, pela tentativa frustada.

 

Mas não deixou, apesar de tudo, de tentar superar a inesperada "desfeita" com mais uma deslocação ao Barreiro, a fim de de novo saborear a deliciosa ginjinha que por lá se distribui.

 

Moral da história:

- Nem sempre a "esperteza saloia" obtém vencimento;

- Uma "ginjinha no papo"  - sobretudo se for tomada no Barreiro ...-  tudo esquece, tudo perdoa, tudo absolve.

 

Quanto a mim, incógnito cidadão, vou-me contentando, de quando em vez, com a ginjinha do Rossio, disponível logo ali à saída da Estação dos Caminhos de Ferro.

 

Saúde e sorte, Senhor Presidente!

17.12.20

O MEDO


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O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras é uma instituição estatal, com competência para, na área sobretudo da imigração, zelar pela segurança interna do País.

 

Deve actuar no respeito escrupuloso da Constituição da República Portuguese e no cumprimento exacto das Leis que integram o nosso Ordenamento Jurídico.

 

Deve, sobretudo, no âmbito das sensíveis competências que lhe estão atribuídas, respeitar sempre os direitos individuais da pessoa humana.

 

Notícias vindas  a lume nos últimos dias revelam que nem sempre alguns Funcionários do SEF respeitam e observam as normas pelas quais devem pautar as suas condutas.

 

Fala-se até em episódios de coacção moral, de coacção física, de maus tratos, de torturas, ocorridos no interior das instalações do SEF e protagonizados por Agentes desta Polícia.

 

Atribui-se, até, a morte recente de um cidadão estrangeiro a alegados maus tratos que lhe teriam sido infligidos por alguns Inspectores do SEF.

 

Os Tribunais hão-de esclarecer o que realmente sucedeu e, se for o caso, de punir exemplarmente os infractores.

 

Sem prejuízo, naturalmente, de o Estado Português assumir claramente as suas responsabilidades perante os Familiares do Falecido, reservando-se a faculdade de activar o direito de regresso.

 

Mas, para que o medo não se instale definitivamente, é, a meu ver, urgente que o Estado Português assuma sobre si o encargo de, por exemplo:

a) Colocar psicólogos, a título permanente (em escalas a acordar com a respectiva Ordem), nas instalações por onde circulam e/ou permanecem cidadãos estrangeiros;

b) Colocar advogados, também a título permanente, escalados nas instalações onde o SEF interrogue cidadãos estrangeiros, de acordo com escalas ordenadas pela Ordem dos Advogados);

c) Pôr à imediata disposição dos cidadãos estrangeiros médicos e enfermeiros, em todas as situações em que se afigure necessário ou conveniente a sua intervenção;

d) Proibir os Inspectores do SEF de interrogar quaisquer cidadãos estrangeiros, sejam eles de que nacionalidade forem, sem a presença de  intérprete oficial;

e) Filmar e reduzir a escrito, para memória futura, todos os interrogatórios feitos a quaisquer cidadãos estrangeiros.

 

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) tem um corpo de Funcionários competente e respeitadosr das Leis e dos Regulamentos.

 

O Estado Português não pode permitir que meia dúzia de  Agentes mal formados ponha em crise o bom nome da Instituição e o respeito que a Comunidade Internacional tem pelo nosso País.

 

13.12.20

TRANSPORTES AEREOS PORTUGUESES (TAP)


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Viajei em aviões da TAP muitas vezes.

 

Sempre fui bem tratado.

 

Uma Sobrinha minha foi, durante muitos anos, chefe de cabine.

 

O  1.º marido dela é comandante na TAP.

 

O 2.º marido, depois de ter sido administrador da Portugália, é comandante numa empresa de Macau.

 

Tenho uma Sobrinha/Neta que também voa em companhias aéreas, salvo erro em Bruxelas.

 

Eu próprio tive activa intervenção na criação da Portugália.

 

Entristece-me observar o estado a que chegaram as companhias de aviação, um pouco por todo o lado.

 

A TAP agora voa baixinho, mas não cai.

 

Vão ser injectados nos seus cofres alguns bons milhões de euros.

 

Todos nós, cidadãos portugueses, desejamos que o dinheiro não seja desbaratado.

 

Para tanto, é necessário, além do mais, que coloquem lá uma gestão que, além de honesta, seja competente e firme.

 

Na verdade, a situação frágil das empresas em Portugal, designadamente da TAP, não se compadece mais nem com amadorismos, nem com cunhas.

 

Compete, também neste particular, ao Prof. Marcelo Rebelo de Sousa estar bem atento.

 

Agora é que o "homem" vai ter a oportunidade de a todos revelar se é merecedor da confiança que os eleitores nele depositam.

 

 

 

 

 

 

12.12.20

O FRUTO PROIBIDO


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As autoridades ordenaram o encerramento das casas de diversões  e demais estabelecimentos de restauração.

 

A louvável intenção dos poderes públicos é evitar, na medida do possível, a demasiada propagação do novo coronavirus.

 

No entanto, a medida governamental não tem produzido, aqui e lá fora, os esperados efeitos.

 

Na verdade, as pessoas, quer as jovens, quer as de meia idade, inconformadas com  tal "dictat", optam por se reunir em espaços particulares, nomeadamente nos chamados "alojamentos locais" (desertos por falta de turistas), nas vivendas para tanto disponíveis e em todos os outros locais que os proprietários se disponibilizam a arrendar por curtíssimos períodos (normalmente fins-de-semana).

 

As aludidas reuniões, bem regadas e bem animadas, prolongam-se  noite fora, sem que os incautos festivaleiros tomem quaisquer cuidados para evitar as infecções.

 

Ora, o "coronavirus" pula de satisfação com estes inesperados e lautos banquetes e, sem pedir licença seja a quem for, trata de infectar generosamente toda aquela gente.

 

A qual, por sua vez, regressada às casas de morada das famílias, trata de infectar os parentes  que, cautelarmente, permaneceram confinados nos seus lares.

 

O que fazer contra isto?!...

 

"Batatas!", como diria o outro.

 

Aguardemos todos que as vacinas venham finalmente pôr cobro a todas estas loucuras.

 

 

 

 

05.12.20

OS MEUS NATAIS EM PARIS


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Nos finais dos anos 80 e nos anos 90, deslocava-me com frequência a França.

 

Uma das minhas Filhas era acompanhada, ao tempo, por Médicos Hepatologistas do Hospital Beaujon, em Clichy, localidade vizinha de Paris.

 

Os seus regulares chek-ups aconteciam, ora no Verão, ora no Inverno.

 

Por isso, suportámos os dois, durante anos,  estoicamente, as calorias do Verão e os rigores do Inverno.

 

Quer ela, quer eu, sempre gostámos muito de passear.

 

Sempre que ela tinha autorização dos Médicos, abalávamos porta fora e, a pé, de autocarro ou de metropolitano, calcorreávamos os extensos boulevards  de Paris, almoçando aqui, petiscando acolá.

 

Lembro-me, a propósito, da rara beleza dos períodos de Natal na cidade de Paris, muito justamente cognominada a "Cidade-Luz.

 

No Natal, as montras dos estabelecimentos comerciais são decoradas a rigor; a imensidão do arvoredo que ladeia as ruas ostenta, em todo seu magnífico esplendor, toneladas de pura neve; quando a neve falta ou escasseia, a Edilidade encarrega-se de cobrir as copas das árvores com fartura de neve artificial; as varandas e as sacadas das casas particulares e dos prédios de habitação colectiva são primorosamente decoradas com motivos próprios da época.

 

À noite, milhões de lâmpadas multicores espalham a sua deslumbrante luz pelas ruas da cidade, dando a ilusão de  não existir noite naqueles sítios.

 

Finalmente, as esplanadas  dos cafés, bares e restaurantes, além de cuidadosamente decoradas, são aquecidas com aparelhos a gás construídos para o efeito.

 

Foram, em síntese, períodos de preocupação que ambos procurámos amenizar o mais possível.

 

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(Hospital Beaujon, em França)

02.12.20

ALGUNS DOS MEUS NATAIS


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No ano de 1956, os meus Pais mandaram-me estudar para a cidade de Braga.

 

Fiquei internado no colégio dos frades franciscanos.

 

Vinha a casa, em Lisboa, apenas nas "férias grandes".

 

Por isso, durante 5 anos consecutivos, passei o Natal longe de casa.

 

Apesar disso, os  "natais" junto dos frades e dos colegas tinham alguma "graça".

 

Os vãos superiores das enormes janelas das três camaratas eram cobertos de papel transparente, hábilmente enriquecido com múltiplos e coloridos desenhos de  imagens da vida terrena de Jesus de Nazaré.

 

Durante a noite, ficavam acesas as lâmpadas colocadas no interior dos referidos vãos, pelo que, deitado na cama, percorria com o olhar todas aquelas lindas e luminosas imagens, envoltas em suaves melodias natalícias.

 

A "schola cantorum" do colégio desdobrava-se, dia após dia, em inúmeras canções de Natal, assim abrilhantando as missas diárias.

 

No átrio da igreja conventual era implantado um engenhoso presépio, com inúmeras figuras em perpétuo movimento, para gáudio e deslumbramento dos Bracarenses que  todos os dias subiam, desde a cidade até ao colégio, para assistir às celebrações litúrgicas e para se demorarem na contemplação muda e assombrada do peculiar engenho ali publicamente exposto.

 

Suspendiam-se as aulas e os estudos curriculares e, em lugar dos habituais livros escolares, os frades permitiam que se lesse livros aos quadradinhos, jornais e revistas.

 

As refeições diárias, habitualmente bem cozinhadas e fartas, eram enriquecidas, de quando em vez, com apetitosa doçaria.

 

Brincava-se e jogava-se despreocupadamente nos três amplos espaços de recreio: andebol, voleibol, basquetebol e hóquei em patins.

 

O futebol nunca foi autorizado, sobretudo para não dar demasiado trabalho ao sapateiro do colégio.

 

Nos dias de chuva, jogava-se hóquei em patins no salão do rés-do-chão e praticava-se o dominó e outros jogos com os colegas.

 

Uma vez ou outra, saíamos do colégio e íamos visitar as decorações à cidade.

 

Enfim, durante 5 anos consecutivos, foi este o meu Natal "possível", longe dos pais, dos irmãos e dos amigos.

 

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(Colégio de Montariol, em Braga)

01.12.20

A MINHA CATEQUISTA


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A MINHA CATEQUISTA

 

No ano de 1947, os meus Pais deixaram Santiago do Cacém, onde nasci, e vieram para Lisboa, trazendo consigo o António (eu) e o Jacinto (meu irmão), eu com 4 anos de idade e o Jacinto com 2.

 

Através do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, conhecido e amigo dos meus Pais, fomos todos viver para o Bairro da Quinta da Calçada, em Lisboa.

 

No ano de 1952, fomos ambos, meu irmão e eu, baptizados na Igreja do Campo Grande, em Lisboa.

 

Tinha na altura 5 anos de idade, pelo que me recordo perfeitamente do acto litúrgico e da água benta a escorrer-me pela cara.

 

Ingressei, pois, nesta idade tenra, na comunidade dos fiéis da Igreja Católica e Romana e nela me mantenho, quer por arraigada fidelidade à vontade dos meus Pais, quer por entender que nada me acrescenta mudar de religião.

 

Aliás, no Bairro onde fui criado, a “malta” cedo começava a receber regulares aulas de catequese católica, ora ministrada pelos frades franciscanos, ora orientada por senhoras voluntárias.

 

Lembro-me, a este propósito, da minha admirável Catequista, ilustre senhora de meia idade, simples e carinhosa, atenta e educada, que, vinda do Bairro da Estrela, onde vivia, regularmente subia ao Bairro, a fim de “catequisar” as crianças da escola primária.

 

Com ela fiz a primeira comunhão, o crisma e a comunhão solene, pois, naquela altura, era mister todos completarmos os diversos “livros” da obrigatória catequese.

 

Era esta senhora uma pedagoga exemplar: ilustrava as aulas de catequese com imensos artefactos, produzidos por ela própria ou adquiridos nas livrarias de Lisboa.

 

Recordo-me até que, regressada de um período de férias no estrangeiro, ela lembrou-se de nos trazer, para nossa instrução e prazer, uns pedaços de cana de açúcar, que generosamente distribuiu por todos nós.

 

Ainda hoje, mais de 70 anos volvidos, me provoca água na boca a lembrança da doçura inesperada daqueles pequenos caniços.

 

Já na idade adulta, visitei-a várias vezes na sua casa do Bairro da Estrela, em Lisboa, e aí presenciei o enorme carinho que esta admirável Senhora nutria pelas crianças dos Bairros de Lisboa onde dera catequese.

 

Guardava até, quase religiosamente, as cadernetas de todos nós, preenchidas pelas suas anotações.

 

E, já velhinha, perguntava-me pelos seus adorados “meninos”: que é feito do Pedro?, tens visto o António?, lembras-te de Fulano?, tens falado Sicrano?...

 

Comunicaram-me o seu falecimento: saí imediatamente do emprego e fui ter com ela, ainda a tempo de a acompanhar ao Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, onde repousam os seus restos mortais.

 

Recordo-a com muita estima e muita saudade.