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SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

28.06.20

BUSCA DE EXPLICAÇÃO


simplesmente...

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Fala-se em “responsabilidade social”.

Exige-se o cumprimento de “deveres cívicos”.

Estigmatizam-se os “pobres”.

Censuram-se os “jovens”.

Critica-se a “classe política”.

Numa palavra: o alastramento da “epidemia” tem “imensas explicações”.

Nenhuma delas, porém,  me satisfaz.

O novo coronavírus não se explica, porque, muito simplesmente, ninguém ainda o entende.

Ninguém sabe como, quando e onde surgiu.

Atinge por igual pobres e ricos, poderosos e frágeis: é, em termos sociais, neutro.

Infecta os idosos e infecta as crianças: é, em termos morais, desprovido de compaixão.

Alastra em sistemas democráticos, autocráticos, ditatoriais: em linguarejar político, é, no mínimo, caótico.

Provoca dores insuportáveis e, em casos extremos, causa a morte: em termos filosóficos, é amoral.

Pelos vistos, não atende preces, novenas, jejuns, procissões e velas acesas: na área da religião, é, pode talvez dizer-se, um perfeito ateu.

Detesta beijos, abraços, carícias, festas, romarias, bailados: é, em termos sociais, um autêntico eremita.

Se é verdade que o bom Deus criou os anjos, este novo coronavírus é, a meu ver, um verdadeiro anjo mau.

Não percebo, porém, porque é que o Deus em que eu quero acreditar, sendo tão bom, concebeu e deitou ao mundo esta horrível criatura.

Haverá alguém capaz de me dar uma explicação para “isto”?

 

 

 

 

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