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SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

13.01.21

O CAUSÍDICO INESPERADO


simplesmente...

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Licenciou-se em Direito na Faculdade Católica do Porto.

 

É advogado (mas não se mete em "negócios").

 

Este meu distinto Colega está a ser uma autêntica revelação para os Eleitores portugueses.

 

É calmo, educado, sensato, firme, sereno e, sobretudo, tem ideias.

 

Ora, no seio de uma classe política cada vez mais idiota (no sentido de sem ideias), este jovem Causídico do Porto veio mostrar-nos a todos que, afinal, em Portugal ainda há gente que pensa.

 

Podemos naturalmente discordar do liberalismo que convictamente apregoa, mas, analisando as suas propostas, rapidamente concluímos que muitas delas não são apenas necessárias a este País, mas são verdadeiramente urgentes.

 

Pena é que, neste velho País, pouca (ou quase nenhuma) da gente que pulula na classe política leia e medite naquilo que verdadeiramente nos interessa.

 

A impressão que tenho (daquilo que venho presenciando de há muitas décadas a esta parte) é que alguma da gente que vai para a política tem um único e fóbico objectivo: encher os bolsos, fazendo carreira.

 

Ora, assim não vamos longe.

 

 

 

 

10.06.20

ATÉ QUE ENFIM!


simplesmente...

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Inesperadamente (ou talvez não), a Deputada Joacine Katar Moreira tomou a louvável e patriótica iniciativa de propor que o Cônsul ARISTIDES SOUSA MENDES, jurista e advogado português, tenha honras de Panteão.

Em atitude raríssima e meritória, os Deputados na Assembleia da República aprovaram, por unanimidade, a referida proposta.

Com esta proposta patriótica e esta aprovação unânime, a Sra. Deputada em especial e a Assembleia da República em geral merecem, a meu ver, um claro e inequívoco aplauso de toda a Nação Portuguesa.

Na verdade, ao conceder "vistos" a milhares de Judeus perseguidos pelos Nazis, à revelia das ordens expressas do Governo de então, o ilustre Jurista e Advogado honrou-nos a todos.

Como é sabido, o Governo Português não lhe perdoou a corajosa atitude e, em consequência, retirou-lhe o título e as funções de Cônsul e proibiu-o de exercer a advocacia.

Tinha uma Família muito numerosa, passou graves privações e acabou por falecer, na miséria, num Hospital Franciscano de Lisboa.

Diz-se que, não tendo outra roupa para lhe servir de mortalha, foi enterrado com o corpo envolto no hábito franciscano.

É um autêntico herói nacional, bem merecedor das honras do Panteão Nacional.

Vide: em Jornal I, de 10.06.2020, o artigo sob o título: "Panteão. Aristides Sousa Mender une esquerda e direita. Um dia histórico".

 

 

 

04.04.20

É A PRONÚNCIA DO NORTE


simplesmente...

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PRONUNCIA DO NORTE

A minha Filha mais velha e licenciada em Direito, Ana Cristina, tem um orgulho muito grande em ter a pronúncia do Norte.

Curiosamente, a minha Filha do meio, Carla Sofia, igualmente licenciada em Direito , também tem a pronuncia do Norte.

Ambas nasceram de facto no Norte: a Ana em Vila Pouca de Aguiar, onde viveram os meus Cunhados, e a Carla Sofia em Penafiel, onde estive, de 1972 a 1974, ao serviço da Caixa Geral de Depósitos.

A minha mulher Rosa é uma linda senhora nascida também no Norte, em Vieira do Minho.

Os meus sogros, Bento e Olivia, eram os dois do Norte, ele de Guimarães e ela de Paredes de Coura.

A minha fllha mais nova, Leonor Maria, igualmente licenciada em Direito, tem igualmente sinais da pronúncia do Norte.

Até o meu neto Miguel, filho da Ana Cristina, nascido aqui no Sul, tem pronúncia do Norte.

De todos, o único que não tem pronúncia do Norte sou eu que, nascido em Santiago do Cacém, vim com os meus Pais para Lisboa com a idade de 4 anos, aqui fiz o meu baptismo e a escola primária, aqui casei, aqui me licenciei em Direito e aqui exerci a advocacia até
à reforma.

***

Não obstante não ter nascido no Norte, passei no Norte alguns belos e felizes períodos da minha vida.

Em Braga, no Colégio de Montariol, fiz os meus estudos de Humanidades.

A convite do Provincial dos Padres Franciscanos, fui trabalhar para o Porto, na Livraria Editoria Franciscana, que a Congregação mantém em funcionamento na Rua de Cedofeita.

Fui ganhar, na altura, um ordenado quase milionário: 3.500$00 escudos por mês, líquidos, com cama, mesa e roupa lavada.

Fiquei hospedado na Casa dos Franciscanos.

Deram-me as chaves de casa: podia entrar e sair quando me apetecesse.

Ainda não tinha completado os 20 anos de idade, era solteiro e curioso: todos os fins de semana saía porta fora, frequentava os cinemas e os teatros da cidade, passeava pelos jardins, convivia nos cafés e, novinho e cheio de vitalidade, aí conheci a ternura e o carinho das jovens mulheres do Norte.

Tirei no Porto a carta de condução, com a idade de 20 anos e, pelo preço de 8.500$00, comprei o meu primeiro automóvel (um Renault Joaninha).

Passei a dar inesquecíveis passeios pela cidade e arredores, aos fins de semana, ora sozinho, ora acompanhado de alguma moçoila que, mais atrevida, não tinha receio de passear com o simpático “lisboeta".

***

Quando a minha Filha Ana Cristina me confessa o seu orgulho na pronúncia do Norte, logo me vêm à memória as imorredoiras temporadas que vivi em Braga, no Porto e em Penafiel.

Nascido no Sul e criado em Lisboa, tenho uma adoração muito grande pelo Norte e um afecto muito especial pelas pessoas do Norte, cuja alegria, abertura, solidariedade e amizade muito me tocam.

Por isso, é com mágoa que escuto as recentes notícias, dando nota de que a tremenda “pandemia” que também nos bateu à porta atinge sobretudo as laboriosas gentes do Norte de Portugal.

Que o bom Deus nos livre a todos quanto antes desta maldita pandemias.

Que ela fuja de nós!

COM A PRONÚNCIA DO NORTE, CARAGO!