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SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

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Pedaços do dia-a-dia

04.06.20

A INSANIDADE POLÍTICA


simplesmente...

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Nos meus tempos de Universidade Pública, não se pagavam propinas.

O ensino universitário era presencial.

As cantinas universitárias eram acessíveis, com comida boa e preços acessíveis.

Os professores eram rigorosos e competentes.

Concluído o curso de Direito, por lá continuei ainda durante mais dois anos, a dar aulas práticas de Direito Administrativo.

***

Hoje, o panorama é bem diferente.

 Num claro artigo, publicado hoje no jornal "Público", Manuel Loft, Historiador, traça um quadro terrível do ensino superior: os Estudantes Universitários sofrem de "elevada exaustão, elevada descrença e elevada ineficácia académica", escreve o Autor.

As propinas são cada vez mais elevadas, os estudantes padecem em empregos precários, as casas onde vivem são desajustadas, os professores sobrecarregam-nos de trabalhos escolares.

No entanto, os professores, sobrevivendo (mal) com contratos precários, também não estão em melhores condições.

***

Ora, se não erro, a classe política portuguesa, que é tão reivindicativa, parece ter esquecido os nossos Estudantes, que são, afinal, o futuro desta Nação.

Na verdade, ouço-os pedir, em alta voz, salários integrais para quem está em lay off, subsídios para quem está desempregado, verbas para as empresas, etc - o que tudo é muito justo.

No entanto, não os vejo reclamar casas em condições para os estudantes, redução (ou eliminação) das propinas, estudo presencial e, até, retribuição compensatória para os bons estudantes.

Estarei eu enganado?

Ou, em tudo isto, há uma autêntica insanidade política?