Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

21.09.20

FUI VER O MAR


simplesmente...

mar.jpg

FUI VER O MAR

 

Embora do registo na Conservatória conste a data de 15 de Outubro, a realidade é que nasci no dia 21 de Setembro de 1943, numa casa implantada na quinta dos meus avós paternos, quase a meio caminho entre Santiago do Cacém e Sines.

 

Nasci, pois, bem perto do Oceano.

 

Segundo a narração das minhas Irmãs mais velhas, terei sido baptizado, pela primeira vez, na Igreja Matriz de Santiago do Cacém, tendo por padrinhos um casal de abastados lavradores, pessoas honestas e boas, de que não guardo lembrança.

 

Na verdade, quando eu andava pelos meus 4 anos de idade, os meus pais deixaram o Alentejo e fixaram residência em Lisboa.

 

Fui baptizado, pelos vistos pela segunda vez, na Igreja do Campo Grande, em Lisboa, e foram meus padrinhos uma jovem senhora licenciada em Matemática e um jovem arquitecto, ambos pessoas amigas dos meus Pais.

 

Tinha, na altura, 5 anos de idade, pelo que me recordo perfeitamente da cerimónia de baptismo, na qual  foi baptizado também o meu irmão Jacinto, dois anos mais novo.

 

E por aqui tem decorrido a minha vida, com as excepções ditadas pelas inevitáveis marés da existência: fiz estudos de humanidades em Braga; trabalhei no Porto e em Fátima; casei em Benfica-Lisboa; depois de casado, vivi em Queluz, em Penafiel, na Amadora, em Vila Franca de Xira, em Alfornelos-Amadora e  em Carnaxide; actualmente, vivo em Mafra, perto da Basílica e do Palácio – enfim, uma vida de atarefado andarilho.

 

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, dei aulas de direito administrativo na mesma Faculdade e dei também aulas de Direito das Sociedade nos cursos de formação dos Candidatos a Solicitadores.

 

Fui Jurista e Advogado de uma Instituição Bancária e, com escritório próprio em Lisboa, exerci a Advocacia, em regime de profissão liberal, um pouco por todo o País.

 

Estou reformado, do Banco e da Advocacia.

 

Hoje, dia do meu  77.º aniversário, acordei com uma vontade imensa de ver o MAR, perto do qual nasci.

 

Tomado o pequeno almoço, peguei no carro e, acompanhado da Rosa, deliciei-me em saboroso passeio matinal pelas margens do Oceano que banha a  simpática Vila da Ericeira, aqui a dois passos de mim.

 

Foi a melhor prenda de aniversário !

 

26.03.20

CONTENÇÃO E MARESIA


simplesmente...

20191227_141153_resized.jpg

A contenção, "rectius" prisão domiciliária sem pulseira electrónica, não obstante ser ainda de curto período, já me faz sonhar com a sedutora maresia da Ericeira.

Nasci ao pé do Mar, mais concretamente em Santiago do Cacém, a poucos quilómetros da praia de Sines.

Aliás, ainda guardo uma fotografia que os meus Pais me tiraram em 1947 (tinha eu quatro anos de idade), exactamente em plena praia de Sines (no tempo em que Sines era a "praia dos alentejanos").

Vivendo agora no centro da vila de Mafra, o meu percurso preferido é tomar a autoestrada (por ser o caminho mais rápido) e descansar os olhos e o espírito na contemplação muda da rumorosa maresia e dos soberbos volteios das magníficas gaivotas que por ali proliferam.

Hoje disseram-me que a Edilidade terá feito apelos públicos à população concelhia para evitar passear-se à beira-mar.

Ora, há anos atrás, o meu Médico de Família recomendou-me "expressis verbis" os saudáveis ares marítimos.

- Dr. António - disse ele. - Você vá para a Ericeira, sente-se lá nos rochedos e apanhe ar, mas evite caminhar na areia molhada.

Tenho procurado seguir esta oportuna e sábia receita do sr. dr. Carlos Gaspar.

No entanto, nos acres dias que correm, um "bichinho invisível" não me permite continuar a seguir com o continuado escrúpulo esta sábia receita médica.

Espero que os notórios esforços da Medicina e os próximos calores estivais me permitam regressar aos antigos costumes.

E que o bom Deus (ou a sábia Natureza) me ajudem neste salutar propósito.

 

 

02.02.19

FIM DE SEMANA


simplesmente...

á dormia quando a minha mulher me disse qualquer coisa.

Acordei.

Tive dificuldade em voltar a adormecer.

Ainda pensei ir á cozinha aquecer uma chávena de leite.

Tive preguiça.

Não fui.

Readormeci tarde.

A minha mulher acordou-me já a manhã ia alta.

Tomei o pequeno almoço.

Chegou agora a minha filha Carla. 

Foram as duas, mãe e filha, ao Intermarché:

"Mãe, já que vou aí, aproveito e faço aí as compras!", terá dito ela.

Tudo bem. 

Vou exercitar os músculos na passadeira eléctrica.

Depois talvez faça mais uma sessão de ki gong ou de shiatsu.

Faço a barba.

Tomo banho.

Visto-me.

Meço a tensão arterial.

Como uma peça de fruta.

Talvez saia a pagar a conta da NOS porque os indivíduos já me enviaram um mail a lembrar que o dia do pagamento mensal foi ontem.

À tarde, talvez dê um passeio pela Ericeira.

Se não estiver demasiado frio, nem demasiado vento.

Adoro contemplar o mar.

Nasci próximo de Santiago de Cacém, com o Oceano pertíssimo.

Os ares do mar fazem-me bem.

Bom fim de semana para quem me ler.

E um abraço aos eventuais leitores.