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SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

SIMPLESMENTE AVÔ

Pedaços do dia-a-dia

02.03.19

MAFRA, ORDEIRA E ASSEADA


simplesmente...

A Vila prima pelo asseio. É assim desde que aqui habito, já lá vão quase 13 anos.

É ordeira. Os estabelecimentos comerciais encerram pelas 19H00. 

Logo que o sol se põe, não se vê vivalma nas ruas.

As muitas esplanadas, espalhadas pelas ruas e pelos largos, têm pouca gente durante os dias de semana.

Mas, aos fins-de-semana, a Vila, os estabelecimentos comerciais e as esplanadas enchem-se de gente.

Pessoas que moram por aqui, trabalham em Lisboa e, por isso, só passeiam por cá aos fins-de-semana.

Também há aqueles e aquelas que têm habitações secundárias na frondosas localidades circundantes  e que, aos sábados e aos domingos, vêm à vila fazer as suas compras.

Finalmente, já se começam a ver muitos turistas, que aqui vêm atraídos pela fama do Convento e Palácio de Mafra.

É, em síntese, um local muito agradável para viver.

Acresce que está a pouco mais de meia hora de Lisboa, quer de automóvel próprio, quer nos autocarros de transporte colectivo.

"Last but not least", tem aqui perto as formosas praias da Ericeira, onde os olhos se deliciam na contemplação do Oceano e os pulmões se expandem com a fresca e saudável brisa marítima.

E aqui está uma "composição" que qualquer uma das duas minhas Netas também seguramente produziriam.

 

 

01.03.19

PRAIA TRANQUILA E LIMPA


simplesmente...

Estamos em finais de Fevereiro, inícios de Março.

Admite-se, por isso, como esperável que haja alguma sujidade nas areias das praias.

Porém, fiquei realmente estupefacto ao pisar, ontem, os areais da praia de Santo Amaro de Oeiras.

As areias, na verdade, estavam, em toda a extensão da vasta praia, impecavelmente limpas.

Por aqui e por ali, alguns pequenos grupos de pessoas, sentadas ou deitadas no areal, fruíam a amena temperatura ambiente e as águas calmas do Tejo.

Um ou outro aventuravam-se, águas dentro, em inesperados banhos de mar.

O caniche esmerou-se em longas correrias, quer sozinho, quer perseguindo outros cães.

A Raquel e a Rita divertiram-se com a agilidade e a alegria esfusiante do pequeno animal.

Sentámo-nos na esplanada de madeira implantada na orla da praia.

As Netas não quiseram bolos, nem bolachas, nem outras guloseimas.

Uma pediu uma água, outra contentou-se com um sumo de laranja.

Eu bebi um café.

Infelizmente no bar não havia croquetes, alimento preferido do Caniche.

Chegaram, no entretanto, a Rosa e a Leonor, vindas ambas do Tribunal de Oeiras, onde a Advogada fora tratar dos assuntos de um cliente.

Regressámos todos a Carnaxide, com os pulmões mais arejadas e os neurónios menos poluídos.

Receita esta a repetir, sempre que surjam novas oportunidades.

13.02.19

MANHÃ TRANQUILA


simplesmente...

Levantei-me cedo. Subi as persianas do quarto. Está um dia magnífico.

"Vamos à Ericeira?" - pergunta a Rosa.

"O Noby está com prisão de ventre. O animal precisa de correr na areia" - acrescenta.

"Ok, vamos!" - respondi, agradado com a ideia de mais um passeio à beira-mar.

Para quem não conhece, vai uma breve descrição da pequena localidade:

ERICEIRA é uma vila pesqueira, banhada pelo Oceano Atlântico, com excelentes praias, belas arribas e óptimos restaurantes, com preços para todas as bolsas.

É arejada e sempre muito asseada. Quer de Verão, quer de Inverno, abundam nela os turistas, de muitas nacionalidades.

É refúgio de políticos a contas com a justiça, de magistrados reformados, de classe média cansada da poluição e do barulho de Lisboa.

O mar tem fartura de peixe e as ondas estão habitualmente pejadas de surfistas.

Fomos até lá, passeámos na praia, sentámo-nos na esplanada à beira-mar, comemos entre os três (eu, a Rosa e o cãozinho) uma excelente tosta mista, com um cafezinho à mistura.

Apareceu inesperadamente uma pessoa amiga: sentou-se à mesa connosco e conversámos tranquilamente durante alguns bons minutos.

Pulmões revigorados, músculos desentorpecidos, neurónios destressados - regressámos tranquilamente a casa, pela moderna auto-estrada.

Pouco mais de dez minutos de caminho, em viagem muito moderada.

Para quê as pressas?!...